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Mostrando postagens de junho, 2026

Alimenta e não preenche

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Assim que acordo - ou quando vou ao banheiro. Assim que chego em casa, ou minutos entediado no trabalho, na fila do atendimento. Tudo é motivo e razão para me perder no feed interminável de notícias, vídeos e curiosidades que a tela me proporciona. Vício? Não, mas quase… Eu sei e tenho consciência que já fui muito pior. Que antes toda e qualquer desculpa era desculpa. Que passava horas e horas sentado no banheiro do vaso procurando sabe-se lá o quê. Lembro muito bem desses dias. Hoje é levemente diferente. Assim que entro no banheiro, o celular está comigo. A desculpa que rapidamente elaboro para mim mesmo é: como vou ficar um tempo, nada mais cômodo do que assistindo (ou consumindo) alguma coisa - seria o meu gatilho? E então, de forma inconsciente (mas justificada) me permito ficar minutos, que nunca tem fim, nesse feed, sendo “alimentado” por imagens e textos aleatórios que eu sequer escolhi. Por conteúdo que eu sequer sabia existir. Não importa a qualidade. E isso me vicia, me queb...

As pegadas que deixei

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Foi com surpresa que abri, no começo do ano, o meu Diário de perguntas. Na verdade trata-se do livro Uma Pergunta por Dia - Diário para 5 anos , que já escrevi sobre, tempos atrás. Um ano se passou. Isso significa que no momento que viro uma nova página hoje, leio (ou releio) as respostas do ano anterior. É uma forma nova de rever o passado e, para mim, uma forma inédita de entrar (novamente) em velhos pensamentos, conclusões, dúvidas.  Esses dias me diverti relendo uma resposta do passado. E além da diversão e novas (e velhas) reflexões que meu diário, a partir de agora, me permite, fica o gosto da "novidade" em olhar para o passado com os olhos de agora, e dando a mim uma oportunidade de rever os passos que dei, as pegadas que deixei no caminho.  É ler mais do que nas entrelinhas: é ter um retrato fiel de si de pouco tempo atrás. É olhar para a obra e enxergar a evolução. Não com nostalgia de como eu era ou estava, e sim com certo orgulho de pensar: "isso eu já super...

Reflexões do Cotiano - Junho.14dom

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  "[...] os seres humanos não são apenas “cérebros pensantes”, mas seres que habitam o mundo, e que a inteligência surge do fazer. Han defende a mesma concepção: nosso pensamento se origina nas mãos. leia mais aqui  

Cem Dias Entre Céu E Mar (2)

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A imensidão do mar tornava minúsculos os meus maiores problemas e gigantes as menores alegrias. Ensinou-me a dar valor a vida que eu levava e a pequenas coisas que às vezes passavam despercebidas. Nada no mundo era mais gostoso do que terminar o jantar e pular para a cama. Nada fazia mais falta do que um travesseiro comum. Nada era mais útil do que uma tempestade favorável ou mais tranquilizador do que o fim de uma calmaria. E então pude constatar como tão poucas coisas eram suficientes para viver em paz e bem.