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Alimenta e não preenche

Assim que acordo - ou quando vou ao banheiro. Assim que chego em casa, ou minutos entediado no trabalho, na fila do atendimento. Tudo é motivo e razão para me perder no feed interminável de notícias, vídeos e curiosidades que a tela me proporciona. Vício? Não, mas quase… Eu sei e tenho consciência que já fui muito pior. Que antes toda e qualquer desculpa era desculpa. Que passava horas e horas sentado no banheiro do vaso procurando sabe-se lá o quê. Lembro muito bem desses dias. Hoje é levemente diferente. Assim que entro no banheiro, o celular está comigo. A desculpa que rapidamente elaboro para mim mesmo é: como vou ficar um tempo, nada mais cômodo do que assistindo (ou consumindo) alguma coisa - seria o meu gatilho? E então, de forma inconsciente (mas justificada) me permito ficar minutos, que nunca tem fim, nesse feed, sendo “alimentado” por imagens e textos aleatórios que eu sequer escolhi. Por conteúdo que eu sequer sabia existir. Não importa a qualidade. E isso me vicia, me queb...

As pegadas que deixei

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Foi com surpresa que abri, no começo do ano, o meu Diário de perguntas. Na verdade trata-se do livro Uma Pergunta por Dia - Diário para 5 anos , que já escrevi sobre, tempos atrás. Um ano se passou. Isso significa que no momento que viro uma nova página hoje, leio (ou releio) as respostas do ano anterior. É uma forma nova de rever o passado e, para mim, uma forma inédita de entrar (novamente) em velhos pensamentos, conclusões, dúvidas.  Esses dias me diverti relendo uma resposta do passado. E além da diversão e novas (e velhas) reflexões que meu diário, a partir de agora, me permite, fica o gosto da "novidade" em olhar para o passado com os olhos de agora, e dando a mim uma oportunidade de rever os passos que dei, as pegadas que deixei no caminho.  É ler mais do que nas entrelinhas: é ter um retrato fiel de si de pouco tempo atrás. É olhar para a obra e enxergar a evolução. Não com nostalgia de como eu era ou estava, e sim com certo orgulho de pensar: "isso eu já super...

Reflexões do Cotiano - Junho.14dom

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  "[...] os seres humanos não são apenas “cérebros pensantes”, mas seres que habitam o mundo, e que a inteligência surge do fazer. Han defende a mesma concepção: nosso pensamento se origina nas mãos. leia mais aqui  

Cem Dias Entre Céu E Mar (2)

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A imensidão do mar tornava minúsculos os meus maiores problemas e gigantes as menores alegrias. Ensinou-me a dar valor a vida que eu levava e a pequenas coisas que às vezes passavam despercebidas. Nada no mundo era mais gostoso do que terminar o jantar e pular para a cama. Nada fazia mais falta do que um travesseiro comum. Nada era mais útil do que uma tempestade favorável ou mais tranquilizador do que o fim de uma calmaria. E então pude constatar como tão poucas coisas eram suficientes para viver em paz e bem.

Reflexões do Cotiano - Maio.20qua

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Lisa Guerra Tudo precisa servir para alguma coisa. Dinheiro, status, produtividade, futuro. Mas hobbies, eles existem justamente com fins em si só. Quando até o prazer precisa ser útil, a vida vira apenas um projeto e nunca uma experiência. Veja mais em Como a internet DESTRUIU os HOBBIES | Psicóloga Explica aqui

Os (novos) Planos

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*Diário pessoal 10-jan-26, com adaptações Muitos pensamentos passaram pela minha cabeça mais cedo. E apesar de eu não chegar a nenhuma conclusão, não são inquietações que me atravessam, é apenas uma falta de sentido. Quase uma apatia, mas não existe aquele sentimento de tristeza tão comum. Não quero ser pessimista, e estou me esforçando para isso. Falta algo em mim, eu sei. Penso em novamente estudar e dar algum sentido ao meu tempo livre. E isso não me livra dessas divagações que me levam a pensamentos pessimistas e me fazem remoer velhas incertezas. Incertezas que não preciso. E esse é o plano para 2026: estudar para algo novo, e manter o que deu certo no ano anterior. Pode parecer simples, mas é a verdade. Não são grandes planos. E eu apenas quero encará-los de uma forma mais simples. Não como sentença de morte, ou como algo enfadonho. Eles são apenas uma nova etapa da minha vida, que após muitos anos se encaminha.  Bem diferente da apatia que eu me permitia. Parado na bufircaç...

Escrever (9)

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Nem sempre é sobre ter grandes ideias e escrever. Algumas vezes, é pelo simples prazer de colocar uma ideia torta em uma linha reta. Notar que essa linha, esse acréscimo, faz uma enorme diferença. É dar a mim mesmo o impulso e a esperança de que na próxima linha (ou página) encontrarei a resposta para a maior das minhas dúvidas. E isso também é escrever. Marcel