Recordar para viver mais um vez

Rotina. A falta de, ou uma nova. A antiga, que substituí, ou, que por alguma razão, abandonei. É a ela, atabalhoada, que atribuo esse longo período sem escrever no meu caderno-diário. Hum... Aqui coloco um rápido parênteses, curti essa de colocar a culpa nela (a rotina).


Voltando, atribuo à minha rotina desorganizada não só o longo período como também, o espaçamento entre os registros que faço. Cada vez maiores e mais distantes. Esse último "espaço" entre os registros no meu diário, me assustou: 1 mês e 10 dias. Tem muita coisa bacana que preciso registrar. Viagens, perrengues, momentos marcantes, dúvidas. Vivências.

Confesso que aos poucos adotei o meio digital como forma de expurgar os pensamentos (eis o blog!) - e até mesmo registrar momentos. Eu aliei a falta de vontade em usar a caneta, um quase namoro com a preguiça, com a facilidade de abrir um documento no computador e imediatamente começar a digitar. Seja em casa, no trabalho, na fila de espera.

Eu me perdi da (boa) rotina, assim como o cachorro esquece do rabo: basta uma rápida olhada e percebo que ambos (o rabo, e a rotina) estão onde devem estar. É tudo uma questão de equilíbrio, organização do tempo e pronto: lá estou eu mais uma vez, sentado escrevendo o que me vier a cabeça. Desde a superfíce dos meus sentimentos, ao profundo inexplorado sem conclusões visíveis, sem filtros ou remédios.

No fim, tudo se resume a escrever. 

Escrever para recordar, recordar para viver.


Marcel

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