O que somos?
O que sou afinal?
Quando olho para o espelho, o que procuro de fato enxergar? Rugas? Segredos guardados no fundo dos meus olhos? Algum arrependimento brotando próximo aos cantos da minha boca? Além disso que penso e reflito sobre mim, e aos outros? Um fardo, uma piada, ou apenas o assunto do momento? Nunca saberei, apesar de já muito me importar, hoje não tanto, de fato.
Sei, ou acho que sei, o que sou. Eu sou uma mistura, muitas metades, um boato - há até quem me julgue, ache, bonito, me chame de gato (borralheiro, eu acrescento). Eu sou o que sou hoje, eu sei o que sei hoje, amanhã serei transformação, e depois algo mais. Estou em processo, em crescimento, absorvendo nutrientes, admirando novos horizontes, sendo o que restou de mim e me afastando do ser que já fui, e que não mais desejo encarar no espelho.
Colhendo raios de sol que aquecem minha alma, jogando fora velhos pensamentos rasbiscados em folhas de papel que não agregam ao meu crescimento, apenas sugam minhas energias, empobrecem minha essência, entristecem o que deveria ser alegria em mim.
Eu sou processo
Sou semente
Eu sou Marcel
Eu sou mudança.
Marcel

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