A mulher com a criança no colo abriu a
porta. Surpresa e um tanto confusa viu o Principe dos
Médicos ali parado, mas controlou-se e o convidou a
entrar delicadamente. A casa era simples mas bem
cuidada, e confortável, com tapeçarias e tapetes no chão
de terra. Rapidamente Mary serviu doces e um sherbet
de água de rosas com cardamão. Ibn Sina não tinha
pensado na dificuldade da língua. Tentou falar com ela e
verificou que Mary sabia poucas palavras do persa.
Queria conversar demoradamente, usando persuasão,
dizer quando havia reconhecido o valor da mente do
marido dela e seus instintos, dizer que havia cobiçado o
grande estrangeiro durante anos como um mendigo
deseja o dinheiro ou um homem deseja uma mulher.
Queria que o europeu tivesse sucesso na medicina
porque era evidente que Deus o havia criado para curar.
- Ele será um homem brilhante. Está quase realizado
mas é cedo ainda, Jesse não chegou lá.
"Todos os reis são loucos. Para uma pessoa com poder
absoluto tirar uma vida é tão fácil quanto conceder um
calaat. Porém, se fugir agora, vão se arrepender para o
resto da vida, pois ele veio de tão longe, ousou tanto. Sei
que não é judeu."
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