Um lembrete do que não quero mais

Direcionar os meus pensamentos em papel é a minha forma mais eficiente de refletir. É assim que me comunico comigo mesmo de verdade. É aqui, nesse rabiscar solitário, que exerço uma liberdade que nunca imaginei possuir.




A minha existência inteira foi um eterno ir e vir de pensamentos e emoções mal resolvidas. Eu me perdia por horas entre o passado de escolhas ruins, das quais eu não me perdoava, e um futuro fantasioso (lâmina para trespassar o meu peito e gerar aflições) - uma ótima e afiada lâmina. Eu me punia, enraivecia, passava e repassava o mesmo filme ruim incontáveis vezes diante dos meus olhos - sempre nesse pêndulo de perspectivas entre o passado e o futuro.


Agora não mais. Esse tempo, e esse filme, quero deixar no fundo do baú das minhas lembranças esquecíveis. E se possível, olhar para eles com um bilhete colado do que eu não quero mais repetir, e nem mesmo me permitir lembrar.



Marcel


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