Meu canto
Meu espaço, meu lar, meu canto, meu sossego. Meu que se transforma em algo maior quando compartilho com os outros. Meu que se torna referência em algum canto escondido ou esquina do ser. Meu que se torna um filho. Meu que se torna uma filha. Meu e meu. Potencial para nós, quem sabe um dia, de alguém mais.
Minhas palavras podem ser daqui retiradas, assim como foram retiradas de dentro de mim, mas o momento em que as transporto para o papel, confesso, esse momento é como o atravessar de um rio, e não se atravessa o mesmo rio duas vezes.
Muito do que é colocado em palavras jamais será dito em uma conversa casual, roda de amigos, ou mesmo no confessionário. Penso nessas palavras, quando postas aqui, como um bilhete escrito de mim para mim mesmo. Há algo de necessário em colocar para fora em forma de palavras sentimentos e reflexões. Já comentei sobre como o ato de escrever para mim é um alívio para a solidão ou dias mais introspectivos - como gosto sempre de lembrar - e que muito do que faço é um exercício de experimentação. Não há regra ou limitador. Apenas o ritual de me entregar as palavras de forma simples e despreocupada.
Caminho para mais um ano sem grandes pretensões. Sejam elas estéticas ou patrimoniais. Alguma coisa vai se agregar aos meus dias e em algum ponto dos próximos 365 vou me questionar por que não comecei a fazer isso antes. Vou divagar sobre isso mais um tempo e vou aceitar que as coisas acontecem quando tem que acontecer, olhar para um passado de não realizações não é o melhor a se fazer com o tempo de vida.
Em algum ponto desses próximos 12 meses eu vou me surpreender comigo mesmo e com minhas reflexões. O que me levou a chegar tão longe? O que me fez ir cada vez mais fundo?
E é nessa esperança, na esperança de ter uma resposta, ou alívio para as dúvidas, que me proponho a escrever mais e mais...
Marcel

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