Cedo demais
Como é inútil o hábito de escrever. Como é fútil seguir por caminhos tortuosos nessa busca pela próxima palavra. Parto nessa jornada sem facão, mapa ou destino certo. Aqui estou eu mais uma vez na minha selva interior. Em cada árvore, um episódio da minha vida. Algumas têm raízes profundas em mim , outras crescem sem controle me impedindo de pôr o pé no chão com a firmeza necessária. Necessito caminhar. O tempo escorre em meus dedos como o suor na testa durante o exercício diário. Algumas gotas se misturam aos meus olhos e turvam minha visão. Faço uma rápida parada e bebo da fonte de novas reflexões. Me sento e acalmo a respiração. Pareço chorar, e até creio que estou. Minha sensibilidade aflora quando encaro velhas escolhas com a revelação líquida recém-ingerida. Faço quantas paradas julgar necessárias para admirar algo incrível que agora posso derramar os olhos com a devida atenção. Eu sou o caçador, explorador e habitante deste local. Retomo essa terra devastada, luto novament...