Andor #2

"Abri mão de toda chance de paz interior. Tornei minha mente um espaço sem sol. Compartilho meus sonhos com fantasmas. Acordo todos os dias com uma equação que escrevi há 15 anos, da qual só há uma conclusão, estou condenado pelo que faço. Minha raiva, meu ego, minha recusa em ceder, minha ânsia de lutar, me colocaram em um caminho do qual não há escapatória. Eu ansiava por ser um salvador contra a injustiça sem contemplar o custo e quando olhei para baixo não havia mais chão sob meus pés.

Qual é meu sacrifício?

Estou condenado a usar as ferramentas do meu inimigo para derrotá-los. Queimo minha decência pelo futuro de outra pessoa. Queimo minha vida para fazer um nascer do sol que sei que nunca verei. E o ego que começou essa luta nunca terá um espelho ou uma audiência ou a luz da gratidão.

Então, o que eu sacrifico?

Tudo!”

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