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Mostrando postagens de maio, 2025

Respirar novos ares

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Eu sempre fui um questionador. Inquieto em mim mesmo. Nem famoso, nem filósofo. Só um criador de fantasias da própria (e para a própria) vida. Sempre achei muito do que vivi vazio ou sem sentido. E pior de tudo: eu não só não conseguia expressar o que sentia, como não sabia de alguém que se interessasse por essas “brisas” que passavam pela minha cabeça. Eu era uma alma solitária. Sozinho em mim mesmo, sem saber com quem conversar. Carreguei muita coisa dentro de mim, principalmente imaginada. Às vezes eram pensamentos desconexos. Uma mistura de visões com diálogos irreais em situações irreais. Era um esforço da minha mente tentando me conectar com minhas emoções mais profundas. Havia algo em mim prestes a arrebentar. Eu identifico isso como o desejo que eu tinha de expôr meus pensamentos. E na falta de um público, ou de um palco, eu imaginava um montado por mim para mim. Aqui dentro, dentro da minha cabeça. E aquilo que imaginei ser uma faceta do meu Eu mais poderoso, era o que mais me...

Fartos Recomeços

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Não gosto de recomeços. Há algo em mim que me diz que recomeçar é admitir falhas. Um erro. Eu sou cheio de recomeços. Estou farto deles - e nunca satisfeito. Me ajeito na cadeira. Encontro na poltrona uma almofada nova e mais macia. A temperatura do ar está do meu agrado. Uma última checada no celular e estou pronto para começar. Rapidamente revisei uma nota mental sobre dois ou três assuntos que gostaria de pôr na mesa. É meu segundo dia de terapia. Não conheço bem meu ouvinte. No meu íntimo, sinto a necessidade de olhos e ouvidos mais treinados (alguém mais velho?) para propor novas soluções para velhos problemas. Meu ouvinte me interrompe. Inesperado, pensei. Há algo novo. Ele não vai mais ser meu terapeuta. Sou um caso sem solução? Devo apelar pra psiquiatria? Não, não é isso. Ele está de mudança. Há uma novidade, claro, que o levará a novos campos. Novos ares, novos voos. Longe de onde estou agora. A sessão nem termina e nem começa. É apenas uma despedida de duas pessoas com pouca...

Andor #1

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“A morte da verdade é a vitória final do mal. Quando a verdade nos deixa, quando deixamos que ela sorrateiramente nos escape, quando ela é arrancada de nossas mãos, nós ficamos vulneráveis aos apetites de qualquer dos monstros que gritar mais alto”.

No silenciar das horas

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Aprendi a ser fiel a mim mesmo Aprendi a aceitar minhas dores Incertezas e indecisões Aprendi a conviver comigo Aceitar os ruídos que me impedem de seguir E também o silêncio necessário dos dias e das horas que se vão Aprendi a escutar meu instinto, ouvir pássaros O palpitar mais forte de uma decisão sincera O apreciar de um momento único, maravilhoso e belo E o que pode ser levado, sem minha permissão, são desutilidades Arrependimentos, coisa pouca, e alguns objetos A minh'alma, mais valiosa, não tem preço, não está a venda Nem será roubada de mim... Marcel

Momento colorido

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Ontem, mais uma vez, fui vítima da minha própria expectativa. Quarenta anos no corpo, e ainda caio nas mesmas armadilhas do pensamento. Doeu, e muito, pois me deixei levar por aquele momento colorido que fantasiei. Como ele não se realizou, fiquei frustrado. E não consegui disfarçar minha frustração para ninguém. Que eu aprenda com isso. Que eu aprenda a não navegar mais uma vez com tanto entusiasmo por sonhos coloridos, aventuras imaginadas, situações idílicas, aspirações para um momento - que eu deixe a vida me surpreender, que eu me permita. Cada dia, um pouco mais. Que eu me permita ser, estar e existir Ontem, hoje e agora Hoje e amanhã Amanhã e sempre. Marcel

Respire: A nova ciência de uma arte perdida

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  Encontramos maneiras de tornar nossas cidades mais limpas e controlar ou erradicar muitas das doenças que mataram nossos ancestrais. Nós nos tornamos mais alfabetizados, mais altos e mais fortes. Em média, vivemos três vezes mais que as pessoas na era industrial. Atualmente, existem sete bilhões e meio de seres humanos no planeta, mil vezes mais pessoas do que há dez mil anos. No entanto, perdemos contato com a nossa função biológica mais básica e importante.

Isso me faz bem

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Diário pessoal - 20 de junho de 2024 (*e adaptações) Essa troca de ideias que faço comigo mesmo tem sido minha terapia - e também o momento para me examinar, aceitar as coisas que não posso mudar, olhar de perto para algo que me incomoda ou que protelo a realizar, tomar decisões, aprender a esperar. É o meu canto, meu lar, meu cobertor, o cheiro de roupa limpa, da grama molhada, a sensação do hidratante na pele, uma boa refeição, uma boa noite de sono, um banho sem pressa. Escrever sobre o que sinto, e quando sinto, me faz bem. Marcel

Eu mudei pra nunca mais

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Hoje vou apenas tocar o meu dia Me acertar com a lida Fazer menos planos, executar mais Descobrir novas coisas Novos desafios Aceitar as mudanças A mudança que me satisfaz Aceitar que tem gente que não aceita Não importa Eu mudei Era agora ou nunca mais Marcel