Respirar novos ares
Eu sempre fui um questionador. Inquieto em mim mesmo. Nem famoso, nem filósofo. Só um criador de fantasias da própria (e para a própria) vida. Sempre achei muito do que vivi vazio ou sem sentido. E pior de tudo: eu não só não conseguia expressar o que sentia, como não sabia de alguém que se interessasse por essas “brisas” que passavam pela minha cabeça. Eu era uma alma solitária. Sozinho em mim mesmo, sem saber com quem conversar. Carreguei muita coisa dentro de mim, principalmente imaginada. Às vezes eram pensamentos desconexos. Uma mistura de visões com diálogos irreais em situações irreais. Era um esforço da minha mente tentando me conectar com minhas emoções mais profundas. Havia algo em mim prestes a arrebentar. Eu identifico isso como o desejo que eu tinha de expôr meus pensamentos. E na falta de um público, ou de um palco, eu imaginava um montado por mim para mim. Aqui dentro, dentro da minha cabeça. E aquilo que imaginei ser uma faceta do meu Eu mais poderoso, era o que mais me...