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Mostrando postagens de abril, 2025

Simplesmente permitir

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Diário pessoal - 08 de junho de 2024 (*e adaptações) Hoje. Como posso falar sobre hoje? Hoje o meu dia "não deu" certo. Deu ruim, posso assim dizer. As coisas que planejei não pude realizar por n  motivos. Somo isso a minha garganta pegando fogo (mau sinal), um leve mau estar no corpo (outro mau sinal), o dia inteiro "encostado" me poupando para não piorar e, pra fechar com chave de lata, horas e mais horas jogando no celular, eis o suco do vazio em mim. Eu sei. Sim. É lógico que vou ter dias assim. Sem vontade, sem disposição. Onde algo parece fora do lugar. E, acredito, é normal se render a um sábado tedioso e se sentir assim. Viver tem muito de autoaceitação. E até mesmo dias assim podem me ensinar muito. Preciso apenas colocar minha melhor meia, e permitir que minhas percepções cheguem até mim. Marcel

Sapiens: Uma breve história da humanidade

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Infelizmente, mesmo trabalhando duro, os camponeses quase nunca alcançaram a segurança econômica futura que tanto ansiavam. Em toda parte, brotaram governantes e elites, vivendo do excedente dos camponeses e deixando-os com o mínimo para a subsistência.    Esses excedentes de alimento confiscados alimentaram a política, a guerra, a arte e a filosofia. Construíram palácios, fortes, monumentos e templos. Até o fim da era moderna, mais de 90% dos humanos eram camponeses que se levantavam todas as manhãs para trabalhar a terra com o suor da fronte. Os excedentes que produziam alimentavam a ínfima minoria das elites – reis, oficiais do governo, soldados, padres, artistas e pensadores –, que enchem os livros de história. A história é o que algumas poucas pessoas fizeram enquanto todas as outras estavam arando campos e carregando baldes de água.

Anônimo #3

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  Li uma frase assim: "O tempo amadurece só os interessados, o restante apenas envelhece " E nada é mais real

O Sabor das Coisas

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Aqui ou em meu caderno surrado, posso externar meus sentimentos e não ter vergonha de mim mesmo. Aliás, espaços pessoais (ou não, como é o caso do blog) são talvez os únicos refúgios para o ser humano médio travar um diálogo íntimo e verdadeiro. Necessário, como gosto de pensar. Mas hoje, em minhas reflexões, vou um pouco além. Aprendi que essa lição de escrever e escrever expurgando sentimentos é muito valiosa. Nela encontro valores, revejo e revejo muito do que já julguei valioso, lanço fora outros tantos pensamentos inúteis e me aprofundo mais e entendo quais são os meus valores reais. Internos, cultivados à custo de muita reflexão e aceitação, principalmente sobre decisões (mal) tomadas e erros do passado. E quanto mais escrevo e redescubro valores, entendo que nada externo me traz um sabor agradável se não estou com apetite verdadeiro para algo novo. É interessante - e revelador - perceber o quanto já fui refém de eternas novidades. Um consumo desenfreado de coisas e valores fútei...

Não pare de dar nome às coisas

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Essa semana tive uma boa revelação , ou talvez essa não seja a palavra mais adequada. Eu estava às voltas com meus afazeres e, ao fundo, o podcast que escuto com certa regularidade nos últimos tempos, o (muito bom) Para Dar Nome Às Coisas da Natália Sousa ( 🔊 ). A Nat (já que somos íntimos) conduz em forma de conversa de bar (nas palavras da mesma) histórias, reflexões, perrengues, medos e frustrações durante 30-40 minutos.  Alguns episódios são bem pessoais, com a mesma como protagonista. Em outros, ela assume o papel de narradora e te leva a lugares, pessoas e acontecimentos alheios sempre com um ou outro detalhe saboroso. Esse pitoresco e informal, mais divagações, relaxa e ao mesmo tempo serve como ferramenta de auxílio, um olhar para a própria vida. Não é raro os momentos em que ao escutar o programa fico me vendo e revivendo momentos da vida como se olhasse através de um espelho. E foi em um desses capítulos que escutei frases marcantes como "tem passo que é mais important...

Preciso me encontrar - Cartola

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Deixe-me ir Preciso andar Vou por aí a procurar Rir pra não chorar Deixe-me ir Preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar Quero assistir ao sol nascer Ver as águas dos rios correr Ouvir os pássaros cantar Eu quero nascer Quero viver Deixe-me ir Preciso andar Vou por aí a procurar Rir pra não chorar Se alguém por mim perguntar Diga que eu só vou voltar Depois que me encontrar Quero assistir ao sol nascer Ver as águas dos rios correr Ouvir os pássaros cantar Eu quero nascer Quero viver Deixe-me ir Preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar (Deixe-me ir preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar) Deixe-me ir preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar (Deixe-me ir preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar)

Do que é a fé

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Não compartilho da fé ligada a alguma religião Eu cultivo outra fé, em outros campos  Nem fama, nem reconhecimento Longe da aprovação dos outros, ou de olhares invejosos Sem palco, aplauso, micro ou megafone.  Uma fé no justo, no bom, no correto  Uma fé que brota no coração, no seio da alma humana Uma fé que leva ao agir desinteressado, sem promessas, prêmios ou recompensas Uma fé no que é certo, verdadeiro, íntegro Uma fé que aquece, alivia, esclarece Uma fé sem palavras rebuscadas ou discursos inflados. A fé no amanhã A fé no saber aonde se quer chegar. Marcel

Cartas de amor não correspondido (3)

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  O dia inteiro a bailar Compromissos a sanar Contas a pagar Horários a atrasar No supermercado, comprar Na fila, esperar O caminho de volta, cruzar Os filhos, educar O cachorro, alimentar A casa, limpar A louça, lavar No fim do dia, respirar Meditação e Yoga, transpirar Banho, cremes, cuidar Apagar as luzes, deitar Mente ligada, como descansar? Pensamentos e lembranças, suspirar Comigo a tua ausência As recordações Os cheiros Os momentos Tua risada E a saudade sufocante de te beijar Marcel