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Mostrando postagens de março, 2026

Mentes Consumistas

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Viver é ter que escolher o tempo todo.  De forma consciente ou não, todos os dias fazemos pequenas e até grandes escolhas, desde a cor da roupa que usaremos até o curso de pós-graduação que poderá determinar uma futura mudança profissional. Mesmo que você opte por não tomar nenhuma decisão frente a uma dúvida ou um conflito, a sua postura de neutralidade já se constitui, por si própria, uma escolha diante do impasse.  E mais: escolher é uma condição humana que determina quem somos e quem seremos no futuro. As escolhas só não podem mudar o passado, mas certamente determinaram os fatos já ocorridos e plantaram as sementes que estamos colhendo no presente e que colheremos no futuro.  Há quem diga que “somos as escolhas que fazemos”. E, quando o assunto é escolher, não adianta tentar fugir ou se esconder da vida: ela sempre dá um jeito de nos fazer, mais cedo ou mais tarde, responder por nossos acertos e erros. Escolhas e/ou decisões fazem parte da vivência humana, e estamos ...

Reflexões do Cotiano - Março.20sex

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PROVOCAÇÕES A primeira provocação ele agüentou calado. Na verdade, gritou e esperneou. Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em maternidade, ajudados por especialistas. E não como ele, numa toca, aparado só pelo chão. A segunda provocação foi a alimentação que lhe deram, depois do leite da mãe. Uma porcaria. Não reclamou porque não era disso. Outra provocação foi perder a metade dos seus dez irmãos, por doença e falta de atendimento. Não gostou nada daquilo. Mas ficou firme. Era de boa paz. Foram lhe provocando por toda a vida. Não pode ir a escola porque tinha que ajudar na roça. Tudo bem, gostava da roça. Mas aí lhe tiraram a roça. Na cidade, para aonde teve que ir com a família, era provocação de tudo que era lado. Resistiu a todas. Morar em barraco. Depois perder o barraco, que estava onde não podia estar. Ir para um barraco pior. Ficou firme. Queria um emprego, só conseguiu um subemprego. Queria casar, conseguiu uma submulher. Tiveram subfilhos. Subnutridos. Para con...

Buscar e buscar

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Escrevendo e... São tantas emoções. Sentimentos, frustrações, preocupações. Um passado inteiro para ver e rever. A pergunta que não me deixa relaxar. Como arrumar minha bagunça interior? Escrevendo? Meditando? Refletindo? Talvez... Escrevo para revisitar o passado desses muitos momentos. Observar com novas lentes, olhar e não me reconhecer. A vontade de escrever e tirar para fora esses pensamentos é urgente e necessária. Olho para as páginas anteriores desse caderno (minha vida) e me pego pensando em compaixão, retiro e remexo a casca de velhas feridas, deixo de lado (ou para trás) antigos receios. Viro essa e mais outra página.  E até mesmo o receio de nunca achar as respostas para as perguntas que me cercam, não me assusta mais. Pois a busca interior não me cansa. É lida, aprendizado e lição. É acreditar que na próxima linha, nas próximas palavras, vou encontrar o sentido e a razão de levar para fora o que aqui dentro permaneceu tempo demais. Marcel

O Rei do Inverno

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  Estas coisas aconteceram há muito, muito tempo, numa terra chamada Grã-Bretanha. O bispo Sansum, que Deus abençoe acima de todos os santos vivos ou mortos, diz que estas memórias deviam arder no fogo do inferno com todo o resto da podridão da humanidade decadente, pois estas são as histórias dos dias que antecederam a descida das grandes trevas sobre a luz de Nosso Senhor Jesus Cristo.    Estas são as histórias das terras a que chamamos Lloegyr , que significa Terras Perdidas, do país que outrora foi nosso, mas ao qual os nossos inimigos chamam agora Inglaterra. Estas são as histórias de Artur, o Senhor da Guerra, o Rei que Nunca Existiu, o Inimigo de Deus e, que o Cristo Vivo me perdoe, o melhor homem que jamais conheci. Como eu chorei por Artur.

Colecionador de mim

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Não consigo parar de pensar em decisões. Eu coleciono e, por vezes, me desfaço de várias. Coleciono as que considero importantes, que gosto de exibir como troféu pessoal na minha prateleira preferida.  Mas há também aquelas das quais me arrependo ou, melhor dizendo, os arrependimentos. É estranho constatar o quanto um arrependimento, recente ou antigo, pode azedar o resto do meu dia, tomar conta dos meus pensamentos e me levar de passageiro por horas e horas nessa viagem sem rumo certo. Os arrependimentos deveriam criar raízes tão profundas? Habitar e ocupar cidades e países inteiros dentro de mim? Arrependimentos que eclipsam o dia mais perfeito, tiram o gosto da comida mais saborosa, e, por fim, transformam o reflexo dourado das minhas melhores decisões em uma prateleira repleta de taças sem cor. Faz parte da vida, alguém dirá. Um dia de cada vez. Seja boa ou ruim, o que vale, é uma decisão sincera por vez. Marcel

Reflexões do Cotidiano - Março.2seg

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"Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma" Quase Texto escrito por Sarah Westphal, mas muitas vezes atribuído a Luís Fernando Veríssimo, que desmentiu sua autoria e "encontrou" a verdadeira autora através da sua coluna na Zero Hora, em Março de 2005. Leia o texto completo aqui