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Mostrando postagens de fevereiro, 2025
A caminhada
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Descobri um blog antigo. O autor, um professor de yoga, senta em frente ao computador e descreve episódios marcantes, contos inspirados, reflexões. Seu blog é um mural de recordações. Emoções privadas do ser. Rabiscadas em uma parede de saudades. Vivências. Um rasgar sincero do véu que separa o mundo interno do externo. Esse sentir-se à vontade para expôr o próprio mundo é um ato que conheço bem. Hoje seu caderno de anotações na web é mais um no cemitério de blogs. Uma tendência que acompanhei muito bem. A palavra escrita na internet foi aos poucos sendo substituída pela urgência dos vídeos e conteúdos mastigados, músicas chicletes e dancinhas apressadas; um mundo cada vez mais conectado que só tem pressa em adiantar o passo para a próxima dose de endorfina. As reflexões cessaram. Última postagem, em algum momento de 2017. O professor continua sua jornada pessoal em outra plataforma. Seu público agora é outro. A audiência antes em telas de LED ou LCD, agora o acompanha sentada em um ta...
Sopro de novas ideias
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Preciso de uma conclusão nova para fatos já conhecidos. É isso. Como vou chegar a ela? Não sei ao certo. Eis a beleza disso. Certeza de horas inquieto buscando uma solução que se esconde em algum canto perdido dos meus dias. E, depois de algumas incertezas, como um inseto indesejado, sei que ela (a solução) vai em algum momento aparecer, ganhar asas e cruzar o meu semblante, trazendo aquele sabor inédito ao meu entendimento. E m outras vezes, será sem nenhuma delicadeza, como quando uma pessoa não autorizada vem te passar um sabão, ainda que você não recorde possuir mancha na cara ou na alma para se envergonhar. Essa resolução, em forma de palavras que serão sopradas ao meu ouvido, são a última arma da revolução pessoal. Pois, até onde se sabe, não existe coisa mais poderosa nesse mundo, do que uma ideia nova. Marcel
Os Pilares da Terra
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[...] Passaram pelo portão e pelo depósito de lixo que ficava nas proximidades. Umas poucas pessoas examinavam o refugo procurando algo para comer, usar ou queimar como combustível. Philip as viu, sem interesse, mas uma daquelas pessoas atraiu sua atenção. Um vulto alto e familiar se debruçava sobre uma pilha de trapos. O prior conteve sua montaria. Jonathan parou ao seu lado. - Olhe - disse Philip. O jovem monge seguiu o seu olhar. - Remigius - disse baixinho, após um momento. O prior ficou observando-o. Waleran e William, evidentemente, tinham se livrado de Remigius algum tempo antes, quando os recursos para a construção da nova igreja haviam desaparecido. Não precisavam mais dele. O monge traíra Philip, traíra o priorado e traíra Kingsbridge, tudo na esperança de se tornar o Deão de Shiring; mas o seu prêmio se transformara em cinzas. Philip fez seu cavalo sair da estrada e atravessar o depósito de lixo até o ponto onde Remigius estava. Jonathan o seguiu. O mau cheiro par...